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Conversas na NET

Fevereiro 5, 2007

Private sub o_nosso_diario (byref António, Paula as string) 

 dim António_e_Paula as string

António_e_Paula=concat (António, Paula) 

do while António_e_Paula seConseguiremAturar    

  dia=dia+1

end do

‘dia=4 

/**Ontem a noite foi longa, isto é o programa demorou a correr, embora Paula considere q a função gostardeEstarcom(António) seja true. Paula n sabe ainda o resultado da função gostardeEstarcom(Paula).

Paula sabia, q hoje n ía entrar na rotina habitual, por isso entrou na função aturar(António), com mais graus de liberdade.

Hoje, considera-se q Paula e António, devem estarcom_umaSoneiraDesgraçada, e o mais sensato será n pôr hoje, a correr a rotina: viciados_naConversa_adois. 

Paula e António, têm executado duas_pessoas_a_conhecerem-se, com grande habilidade, embora o programa, tenha abortado em dia-1, com uma excepção, cujo erro foi: “Declaração de bicefalia do António”.Paula executou nEntronessaOnda(sexo), por uma questão de segurança da aplicação, e António, anda em ainda em loop, sem haver previsão, como vai ser a saída de ciclo. Paula, espera uma mudança nos alvos de António, embora não os pratique em batch gosta deles, e valida diariamente a função: agrada_meAtua_loucura(António).  

António envia ficheiros a Paula, executando a rotina Toma_é_para Ti.

Paula recebe os ficheiros e adquire a propriedade Paula.sorriso_mais_lindo_do_mundo. 

António e Paula são variáveis identicas, variam no entanto em género, mas a espécie é a mesma. Têm interesses comuns, gostos comuns e estão fascinados com o resultado da procedure aindaBemqTe_Encontrei(António,Paula).

António e Paula, estão actualmente a entrar na rotina gostamos_de_estarJuntos(António, Paula), para testes. 

António e Paula, executam repetidamente a função beijar. Dá-lhes algum prazer e é uma forma de manterem sempre valor na concatnação António_e_Paula. 

**/ End Sub

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Desafio de Natal da Jacky

Dezembro 24, 2006

Disse a Jacky:

Pas de cadeaux cette année, le Père-Noël est parti en voyage de noces ! Mais avec qui s’est-il marié ? A vous de nous transformer cette belle histoire d’amour en un joli conte de Noël… Este é o desafio do site Psychologies desta semana
Este ano, não vai haver distribuição de prendas porque o Pai Natal se casou e está em lua de mel. Casou com quem? Quem se atreve a transformar esta história de amor num conto de Natal? Eu vou tentar, mas só publicarei dia 24.

Contei eu:

Brasil, 23 de Dezembro 2006

 

Alice, mãe dos meus filhos e minha companheira durante 25 anos: 

Como estás? E os miúdos? Calculo q andes à minha procura e possas até estar preocupada. Será q estás? Ou esta minha ausência repentina, fez-te bem, libertou-te e esperavas ansiosamente por momentos como este? Porque já n sei o q pensas, sabes? Há muito tempo q deixei de saber o q pensavas, o q querias, o q desejavas, se me desejavas.Quando nos conhecemos o envolvimento um com o outro foi imediato, achei-te linda, eras muito morena, com o teu cabelo comprido cheio de ondulações, tinhas um sorriso contagiante, tinhas um corpo bonito, atraías-me, lembras-te como fizemos amor no nosso terceiro encontro?Depois namoramos, anos e anos, tornamo-nos inseparáveis, cumplices em tudo, conhecíamos os pedaços mais pequeninos um do outro: como terminava a orelha, o sinal à saída da axila, o comprimento das pestanas, a força do abraço, a intensidade dos beijos,….E finalmente casamos, eu estava tão apaixonado! Só tinha olhos para ti! mas,…, tu, apesar de deslumbrante, e nunca te disse isto Alice, achei q estavas ausente, q estavas triste por eu te ter roubado da tua juventude de solteira. Mas eu queria-te tanto, Alice!Escrevo-te porque, n sei como te diga o q se passou comigo de outra maneira….Na verdade, nós já não sabemos falar, nós q perdemos manhãs, tardes, dias a conversar, a contar (e já passou tanto tempo….), Nós perdemos a faculdade de FALAR (falar um com o outro). Lentamente deixamos de ser marido-mulher-amantes, para sermos homem-mulher-silêncio-indiferença-rotina. Como mudámos, Alice!?  

Olha Alice, cansei-me de estar só, cansei-me da vida contigo. Estava a morrer.

Olhei para mim ao espelho e vi-me um homem velho, nos meus 42 anos, com uma barba branca descuidada e comprida demais, papos nos olhos, uns óculos ridículos (q tu disseste q me ficavam bem!), uma barriga proeminente, grávida de 6 meses de fastio e solidão, um emprego de merda com um ordenado semelhante, aonde me senti sempre um palhaço, sempre a poupar e a contar os tostões. Sem um luxo, sem uma ambição, metido numa fila com outros tantos iguais a mim, à espera da doença e da morte.

 

Sabes Alice, conheci uma mulher. Tem um aspecto rude, a pele mal tratada, tem poucos estudos, fala alto e dá umas gargalhadas barulhentas. Imagina, é brasileira! Cheira a samba, a rua, a praia, a liberdade e a suor….Foi ela q me escolheu, q olhou para mim, q me pôs uma mão no ombro e me disse: “Sê percisa di carinho…vê-se no seu olhar!”. E precisava tanto, tanto. Ela gosta de mim, Alice! E eu estou a aprender a gostar dela. Ela n me exige q a ame, mas eu quero amá-la. Entreguei-me nas mãos dela, mas hoje já sou eu q a entrelaço com as minhas pernas. E sinto-me VIVO! Sinto-me um Homem! Sinto-me AMADO! E agora, só isso me importa!

 

Não tenho emprego fixo, vivemos num quarto pertinho da terra da Luana, cortei a barba, deixei crescer o cabelo e ato-o com um pequeno cordel, ando vestido com umas calças coçadas e uma camisa de quadrados descuidada, uso havaianas nos pés. Vou casar amanhã à noite, com a minha nova mulher! É um casamento especial, com validade nos nossos corações.

 

Olha Alice, tenta refazer a tua vida. Procura um homem q te faça feliz, q te faça mulher, pq eu acho q tu precisas de te relembrar.

Não tenhas medo, de pôr a mão num ombro de um homem, com um olhar infeliz,…., e nunca penses q só tu estás a dar.

Com quanto mais vontade deres, mais estarás a receber!

 

Bom Natal.

Cuida das crianças (eu sei q isso, farás sempre bem).

 

 

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VAZIOS….

Dezembro 10, 2006

Caiu Nela, …. , Nã, isto é uma expressão…. 

Deu conta dela verdadeiramente,….deu conta como estava!  Deu conta, das águas revoltosas, mas radicais, excitantes por onde tem andado,…., mas inexplicávelmente, sempre compostinha! Que quer isto dizer? Quer dizer que, mesmo pisando um Mundo Novo, fica compostinha, educadinha, com os valorzinhos todos no sítio, cabecinha assente, juízinho, como lhe diria a Mãe…. 

Quais conversas entusiasmadas com as amigas? Qual indício de apaixonamento? Qual vislumbre de loucuras a cometer? Qual tentativa de traição? Qual arremeço de coragem? Qual pôr em prática, tanto pensamento, tanto desejo? NADA! Nada, porque a menina continua agarrada à sua vidinha, que cada vez se torna mais desgastante, degradada, só, saturante, trabalhosa, só, responsável pela casa, pelos filhos, só, pelo carro, pela roupa, só, por pagar as contas, por abastecer a casa, só, por manter os filhos limpos, por educar os filhos, SÓ. 

Ela ficou realmente só, sem ajuda, aliás, ninguém sabe que ela está só, ela não disse NADA. ELA NUNCA DISSE NADA A NINGUÉM,…., nem agora Mulher? Que andas a visitar novos Mundos? Nem agora, te atreves a responder diferente, quando te perguntam:-“Como estás?”, e invarialmente respondes:-“Está tudo bem! Porque não haveria de estar?”. E continua a cair uma lágrima, não é? Uma lágrima, por um “Tudo bem”.  

Ela deu conta, que continua com o pé preso na armadilha, e olha para a frente e nada vê. Olha para a direita, com alguma esperança, e está tudo escuro, nada vê.E para a esquerda? Alguma luz? Nada, um vazio, uma câmara sem som.Para trás NÃO! NÃO! NÃO! Diz ela a gritar, quase histérica, e o pé preso, começa a ficar magoado, ferido. 

No entanto vai mantendo o rosto bonito, ainda jovem, as marcas quase não se notam,…., há mesmo quem lhe diga:-“Ouve, miúda! Estás com bom aspecto!”. E ela, risse de uma forma educada, sem exageros e com isso consegue apagar facilmente algum brilhozinho que teve.

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Começar de Novo (Ivan Lins)

Novembro 9, 2006

Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido
Ter me rebelado
Ter me debatido
Ter me machucado
Ter sobrevivido
Ter virado a mesa
Ter me conhecido
Ter virado o barco
Ter me socorrido
Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Ter amanhecido
Sem as tuas garras
Sempre tão seguras
Sem o teu fantasma
Sem tua moldura
Sem tuas escoras
Sem o teu domínio
Sem tuas esporas
Sem o teu fascínio
Começar de novo
E contar comigo
Vai valer a pena
Já ter te esquecido
Começar de novo
(em vez de lerem, cantem a letra, é Linda….)

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A Decepção…

Novembro 8, 2006

Porque nos decepcionamos com uma pessoa, com um acontecimento, com uma situação, com a vida?

A decepção é um sentimento tão frustante, talvez seja das sensações que mais me entristece, me deita abaixo, me impede de continuar, me bloqeia.

Será que criamos expectativas altas demais? Ou será que as expectativas eram normais, próprias e adequadas, mas a decepção teimosamente nos bate à porta?

Será um problema de ansiedade, de querermos que tanto se realize, que tanto aconteça?

Será que somos exigentes demais, e exigimos dos outros, coisas que nem nós próprios sabemos fazer?

Será que uns são mais atreitos a decepções que outros?

Será que uns, nem percebem a decepção não lhe dando a importância que outros lhe dão?

Será que as decepções só acontecem aos emotivos? Aos frágeis? Aos corajosos? Aos exagerados? Aos idiotas? 

E acordar depois de uma decepção?

Acordar para a Vida, acordar para o Dia, pôr os pés fora da cama, levantar o corpo, calçar qualquer coisa para começar a pisar o chão, a terra, olharmo-nos no espelho, olhar uns olhos decepcionados,….

E depois, muitas vezes voltar ao mesmo sítio, ao mesmo local, ver a mesma pessoa, ter de falar com essa pessoa, voltar e reencontar o mesmo ambiente, o mesmo cenário….. 

Reagir…. Como se faz para Re Agir? Reagir é voltar a agir! Para voltar a agir, é preciso ter vontade de agir. E o mundo que nos rodeia, exigente, que não tolera a insatisfação, não tolera tristezas, que como uma criança mimada, quer-nos Lindos, Contentes, Sorrizinhos, Arranjados, Elegantes, Perfeitos, e todos nos pedem, “Vá reage, faz qualquer coisa, tens de melhorar! Lá estás tu com o teu péssimismo!…”. E para culminar, lá dizem a frase: “Não percebo, porque ficas assim, não é caso para isso!”.  E nós, envolvidos num manto negro de tristeza, de amargos na boca, de nós no estomâgo, de dedos das mãos frios, de joelhos ligeiramente a quebrar, ficamos perplexos a olhar para aquela gente que nos diz “Que não é nada!”. Não é nada???! Mas não percebem, que para nós É TUDO!Que houve uma derrocada de terras, por cima da nossa boca, que houve uma inundação de líquidos salgados, que nos deixou molhados de suores frios, que o nosso coração saltou, mexeu-se, como se de um sismo se tratasse e nos deixou com taquicárdia, que houve um corte a meio dos nossos pulmões, e os pôs a trabalhar em limites mínimos, que sentimos o sangue a parar nas veias e que fomos invadidos por um vento frio e quente, que levantou todas as areias no ar que  nos sufocam e nos cegam? Pois, não vêem isto?Faltam as lágrimas? Ah, as lágrimas, as piegas lágrimas, que comovem os outros….. Mas olhem, os decepcionados não choram por fora, choram por dentro! Choram, choram, choram, até ficar secos, como um solo africano, seco, ressequido, morto…. 

 

 

Deixem-nos enterrar uma decepção, como se de um corpo morto se tratasse, deixem-nos enviuvar, chorar aquilo que nunca acontecerá, que nunca iremos possuir, deixem-nos cair no chão (não nos levantem, por favor!), de pernas e braços abertos deixem-nos gritar, gritar muito para que saiam os espíritos malígnos que nos envenenam, deixem-nos enlouquecer, perder o juízo, falar sózinhos, deixem-nos sair para a rua de robe e chinelos como um velho senil, deixem-nos estar sós, desgrenhados e sem comer, deixem-nos fugir (não vão à nossa procura, por favor!) e se quisermos deixem-nos morrer.

.……………………………………… 

MAS HAVEMOS DE SOBREVIVER! 

(Decepção II em: http://outofworld.wordpress.com/)

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Gravidez na Adolescência

Outubro 31, 2006

Em Portugal a taxa de gravidez na adolescência é de 2,2%. Vários factores poderão ser determinantes para uma gravidez na adolescência, como a classe social, a classe socioeconómica desfavorecida, determinadas etnias, famílias disfuncionais e alguns ambientes de risco (promiscuidade sexual, abuso de drogas). Alguns estudos apontam como factores muito importantes algumas caracteristicas da personalidade da adolescente: baixa auto-estima, dificuldade de expressão e comunicação e introversão.

(in Filhos de Mães Adolescentes de Dulce Oliveira)

 

E a nossa falta de tempo? e a nossa falta de cuidado (porque isto só acontece aos outros)? e o nosso desleixo? e a nossa falta de atenção, para perceber que eles cresceram? e a nossa inércia para dialogar? e o nosso evitar discussões porque achamos que temos direito a um “merecido” descanso?

 Porque não aparecem estas razões nas estatísticas?

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Carta a um Pássaro Azul, que poisa no parapeito da minha janela…

Outubro 27, 2006

passaroazul1.jpgPássaro Azul: 

É tarde, e estou estafada….

Telefonou-me agora o homem com quem vivo, o meu homem, e a nossa relação vazia anda no seu limite, mas egoístamente disse-lhe “que precisava dele”. E aquele homem, que dificilmente terá outra mulher na vida dele, ficou feliz, feliz, de lhe ter dito “que precisava dele” (há tanto tempo, que eu não lhe dizia nada…).E eu? Senti-me ainda mais miserável…..Será que me compreendes, ou me estás a julgar e com toda a razão, a achares-me uma desilusão? Uma mulher igual a tantas,…, mas com uma dose de impaciência exagerada.  E contigo…..?! Ando estranha, digo-te, que tenho claustrofobia e depois caio em mim e vejo, que nesse caso, tenho que arrancar qualquer coisa minha: meio braço, meia perna, um pé, o dedo mindinho….como vou viver sem o meu pé?

Isto, deve ser fantasia. Por favor acorda-me, porque nada disto deve ser real. Obriga-me a acordar, é uma ordem!!

E quando lerás isto? Sempre noutro dia, a outra hora, em que a disposição já é outra, e o entendimento diferente. E as palavras já não têm o mesmo peso.

Adeus pássaro Azul.

Será que tenho direito de usar o termo Meu? Meu Pássaro Azul?Meu amigo, meu Eu. Acho que estou a falar para mim….

Porque, só a ti te digo isto? e te abro a minha alma? e deixo o meu cofre aberto, vagueio pela casa e já nem o fecho?

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Todos os homens são maricas quando estão com gripe…

Outubro 27, 2006

Pachos na testa, terço na mão

Uma botija, chá de limão

Zaragatoas, vinho com mel

Três aspirinas, creme na pele

Grito de medo, chamo a mulher

Ai Lurdes, Lurdes, que vou morrer

Mede-me a febre, olha-me a goela

Cala os miúdos, fecha a janela

Não quero canja, nem a salada

Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada

Se tu sonhasses, como me sinto

Já vejo a morte, nunca te minto

Já vejo o inferno, chamas diabos

Anjos estranhos, cornos e rabos

Vejo os demónios, nas suas danças

Tigres sem listras, bodes de tranças

Choros de coruja, risos de grilo

Ai Lurdes, Lurdes, que foi aquilo!

Não é a chuva, no meu postigo

Ai Lurdes, Lurdes, fica comigo

Não é o vento, a cirandar

Nem são as vozes, que vêm do mar

Não é o pingo de uma torneira

Põe-me a santinha, à cabeceira

Compõe-me a colcha, fala ao prior

Pousa o Jesus, no cobertor

Chama o doutor, passa a chamada

Ai Lurdes, Lurdes, nem dás por nada

Faz-me tisanas, e pão-de-ló

Não te levantes, que fico só

Aqui sozinho a apodrecer

Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.             

António Lobo Antunes (in Letrinhas de Cantigas)

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De Fernando Pessoa….

Outubro 24, 2006

“Chove. Que fiz eu da vida?”

“No tempo em festejavam o dia dos meus anos,

Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,

De ser inteligente para entre a família…”

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Creio

Outubro 23, 2006

Creio no Homem todo-poderoso

Inventor da pastilha elástica

Do Prozac, do soutien sem alças

Do colchão de água, do preservativo

Do silicone e do airbag.

Creio na Maria sempre virgem

Hímen reconstruído

Inseminação artificial

Cesariana com epidural

Mãe sem pecado

Virgem e original

Como se nunca fora tocada.

Creio no homem novo

Que nasceu Manel e é Maria

Pénis removido por cirurgia

Sexo novo e funcional

Implante mamário e labial

Tudo no sitio e operacional.

Creio no Homem

Criador de todas as coisas

Das maiores às mais pequenas

Das divinais às obscenas

Porque a todas o homem quer

Hoje e para sempre

Ámen.